Querido amigo, como vai?
Quantas saudades tenho de você, de seu sorriso amigo, de suas palavras francas, de seu jeito de ser ... enfim, de tudo o que você representa na minha doce vidinha de sempre.
Ah, amado, quantas coisas já se passaram na minha vida desde que lhe escrevi, a última vez. Quanta coisa pode ser resolvida, quantos problemas puderam ser esclarecidos, quantas ... ah, sei lá, foi tanta coisa que aconteceu que eu nem sei como lhe falar. Mas o motivo pelo qual eu lhe escrevo é um pouco diferente - não é mais sobre ele que quero falar, mas sim sobre mim.
Amigo, estou confusa com a vida que levo. Tantas mudanças, tantos problemas. Um pai que não me compreende, uma mãe que não me ouve, uma família que me despreza ... o que posso fazer para resolver isso, meu Deus ?
Eu sei o que você diria: “o tempo é o senhor da razão, e o futuro dirá o que vai acontecer”. Mas, às vezes, faltam-me as forças para lutar - e é por isso que escrevo: para poder desabafar com você, falar dos problemas e me sentir mais forte, para lutar por mim.
Dentro dessa redoma de vidro onde vivo, conheci muitos, mas nenhum que fosse como você. Você é puro e sincero, doce como a brisa do vento, calmo como o mar da bonança, tranquilo e sereno, limpido e forte.
Por isso confio em você, meu amigo.
Muito. Mesmo.
Obrigada por você ser o que você já é.
Beijos, com amor.”
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